terça-feira, 12 de março de 2013

Agora vai?

Ao final da 11ª rodada do Paulistão 2013, apenas uma equipe segue invicta: a Ponte Preta. A campanha pode parecer surpreendente, mas diversos fatores já indicavam para uma grande campanha da Macaca, como um ótimo 2012, boas contratações e a confiança no trabalho de Guto Ferreira. Atrás apenas do São Paulo, a Ponte é dona da melhor defesa e de um dos mais positivos ataques da competição.
    
Um dos clubes mais antigos do Brasil, a Associação Atlética Ponte Preta completa 113 anos em agosto, com a marca de nunca ter vencido um campeonato de grande expressão. Apesar de uma fantástica geração nos anos 70 (da qual faziam parte: Waldir Peres, Carlos, Oscar, Dicá, Polozzi e outros), a equipe campineira acabou derrotada nas decisões e desde meados dos anos 80 busca voltar a figurar entre os grandes times do Brasil. Com uma torcida apaixonada e empolgante, a Ponte carrega o título de "A maior do Interior" e, de fato, sempre proporciona grandes espetáculos.

Dicá, o maior jogador da história da Ponte Preta
Foto: Globoesporte.com
                                       
Com parte do elenco atual formada ainda no excelente trabalho de Gilson Kleina, e um elevado número de boas contratações já com Guto Ferreira à beira do campo, a Ponte se mostra cada vez mais competente. A escalação titular conta com o experiente Edson Bastos no gol, Artur (ex-Palmeiras), Cleber, Ferron e Uendel compondo o sistema defensivo, Baraka, Bruno Silva, Cicinho e Ramirez (ex-Corinthians) no meio campo e Diego Rosa e William no ataque. Além do bom time titular, um banco de jogadores que vêm entrando bem, como o artilheiro Alemão (ex-Santos), os meias Wellington Bruno e Chiquinho e os volantes Memo e Ferrugem (que ficará parado por um longo período).

 Tendo 23 pontos em 11 rodadas, a Macaca se garantirá no mata-mata com mais 4 vitórias, mas o pensamento da torcida já está na fase final e, principalmente, na Copa Sul-Americana, competição que marca o retorno da equipe a competições internacionais. Para esses jogos decisivos, a presença do torcedor no Moisés Lucarelli será vital, já que diante do seu torcedor, a Ponte não perde há 16 jogos (!!!).

Torcida da Ponte faz a festa no 'Majestoso'
Foto: Bate bola com Jr
Em 2012, a Ponte que havia acabado de voltar a Série A surpreendeu, estando o campeonato inteiro numa zona confortável e jogando um futebol de muita marcação (fechou em 14°), inclusive sendo um dos adversários mais duros que o campeão Fluminense encarou. No Estadual do ano que passou, classificação em 8° para as quartas e surpreendente vitória por 3x2 em pleno Pacaembu, desbancando o favorito Corinthians. Caiu na semifinal diante do arquirrival Guarani.
       
Com a chegada de Guto Ferreira (técnico responsável pelo acesso do Mogi Mirim à Série C), a Ponte mudou um pouco o jeito de jogar, saindo muito mais pro jogo e mexendo no esquema tático. Apesar de importantes saídas de jogadores como a de Rene Junior, que foi pro Santos, a de João Paulo, que foi pro Flamengo e a de Luan que foi para o Atlético Mineiro, a equipe foi remontada e muito bem, diga-se de passagem. Ferron e Cleber vivem grande momento no miolo de zaga e contam com o apoio de Baraka, um verdadeiro cão de guarda. Pela direita, uma interessante dobradinha, com Artur quase ficando como um 3° zagueiro e Cicinho caindo ora pela ponta, ora pelo meio. Na esquerda, um incisivo Uendel que, contando com ótima cobertura de Bruno Silva, tem muita liberdade para apoiar. Luis "Cachito" Ramirez vive excelente fase. O peruano é o armador da equipe e vem sendo peça-chave para a excelente campanha. Na frente, a velocidade de Diego Rosa e o faro de gol de William e Alemão, que disputam a titularidade.
                               
Esse enorme sucesso até aqui apenas contraria aquela ideia de que a Ponte se perderia com a ida de Gilson Kleina para o Palmeiras. O time vem jogando muito bem, a torcida está muito confiante e a crítica cada vez mais respeita a equipe. Após tantas campanhas históricas e "quase-conquistas", fica a pergunta: "agora vai?"

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